terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Itupava II

Depois de 4 anos e  tantas programações, resolvemos novamente encarar a Serra do Mar pelo famoso caminho do Itupava. Muitos se candidataram, outros já mais experientes acharam melhor não abusar e ir nos encontrar com o ônibus mesmo.

Data escolhida 27 de novembro de 2010, em um primeiro momento alguns mais malucos quiseram fazer o trajeto desde a Felicio Kania até Porto de Cima, em um percurso com mais de 30 km, felizmente viram a tempo que o "buraco seria mais embaixo". Sendo assim o ônibus estava lá, como combinado as 05:00h na sede do G.E. Olímpico, alguns como sempre se atrasam, outros decidiram em cima da hora, o João resolveu ir de pescador, com um guarda-pó verde e chapéu de "pesque-e-cia", para surpresa a Lucia, única mulher que resolveu nos desafiar também estava lá.
                            O "Primeira Classe" que levou a galera até Borda do Campo

             Os caminhantes apreensivos:Mauro, Diego, Marcelo, João e Gerson ao Fundo
Em Pé: Elizandro, Junior, Waldir, Mauro, João, Lucia, Evandro e Diego. Sentados Gerson e Marcelo.
Nesta apenas trocou o Gerson pelo Sandro.
                                          O Embarque
                                          Todos Acomodados.

Todos abordo e atônitos, alguns ainda que sonolentos, partimos as 05:30, conforme planejado.  Um percurso tranquilo e rápido, com um papo descontraídoo como é de costume do grupo chegamos a Borda do Campo às 06h. 

As fotos abaixo mostram a nossa chegada na Borda do Campo, combinando o raiar do dia o que dá um prazer maior para o começo da caminhada. Como sempre todos no mapa, mentalizando o trajeto. O que faltou ser registrado por nossas câmeras, foi o cadastramento no trailler do IAP, nos atrasou em 20min, para dar os nomes e idade de todos. Outro detalhe,depois de uma oração é claro,  foi o "quebra_gelo" do Marcelo, para fortalecer os caminhantes com um energético muito "revigorante", sem contar que o Sandro arrumou um cajado para auxiliar na caminhada, motivo de "tiração" de todos,  mas que foi muito útil no decorrer do caminho.












Sendo assim, partimos as 06:15 por um acesso  diferente daquele que fomos a 4 anos atrás, por uns 30 minutos ficamos discutindo se realmente estávamos no mesmo caminho. O caminho realmente não era o mesmo no começo, com uma revitalização e plantios de árvores nativas, mas aos poucos fomos nos familiarizando com o trajeto e contemplando a beleza que a natureza nos proporcionava. Também combinamos desde o projeto da caminha que desta vez iríamos com muito mais calma que da ultima vez, apreciando mais as belezas que o caminho nos proporcionaria e sem cansar muito, o que não sabíamos é que isso nos atrapalhou mais do que ajudou.






No começo aquela beleza, todo mundo contente e alegre, com as energias a flor da pele, o caminho é de fácil acesso. Nos primeiro 30 min. encontramos uns garotos de Campina Grande, que deram umas dicas interessantes, como esta gruta abaixo.
O caminho ainda nível satisfatório já contava com a companhia da Araponga

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 O João começando a ficar preocupado, marinheiro de primeira viagem... Estava vendo o que lhe aguardava


As pinguelas começaram a ficar constantes, apesar de aparentemente de fácil acesso,  elas são lisas e exigem um certo cuidado para a travessia.


 Rumo ao Pão-de-ló
 As equipes na primeira hora de caminhada já começam a ficar esparsas e alguns já demonstram um certo cansaço.
 Parada para tomar fôlego, a primeira de muitas...

O João testando o seu solado nas pedras-sabão...

O Marcelo desfrutando as  primeiras cascatas...





 O Pão-de-ló














Mais uma linda imagem capturada por nossas câmeras, com os raios solares penetrando a selva.







Chegada a Casa do Ipiranga
As 08:45h, 2 horas e meia de caminhada concluímos a primeira etapa do caminho, todos sabiam que este era o mais fácil. Como de praxe, o lanchinho básico de todos.









A Roda D´agua
Esta seria uma novidade do caminho para nós, que na primeira caminhada perdemos de ver esta beleza de lugar, situada a uns 300m seguindo a direita pela linha do trem.O João ficou cuidando do trem no cruzamento da linha com o caminho.





























Fomos brindados com a passagem de um trem com 85 vagões.




Descansados, seguimos viagem entre os rios e cachoeiras, as paradas para descanso. Um pequeno detalhe, foi que a retomada do caminho após a linha do trem, está tomada pelo matagal, ainda bem que já conhecíamos o acesso.



A lucia já estava se entregando






A dificuldade de passagem pelo rio...
O interessante que parece a mesma foto anterior, mas não é. São duas fotos distintas...


Como demorou para chegarmos nssa escada,  é que difícil de descer...




Flagrante do Evandro jogando fora o cajado que o Sandro tinha lhe "emprestado"


Santuário do Cadeado

As 12h chegamos ao santuário, sabendo que estávamos com um atraso de no mínimo 1:30min em relação a caminhada anterior, a preocupação seria com o pessoal que estaria nos esperando na "estradinha", aproveitamos para descansar e mais um lanchinho básico.
O Waldir e o Marcelo tiveram a "brilhante" idéia de ir visitar o túnel do trem no Santuário do Cadeado, só não contavam com a chegada de mais um trem cargueiro. No detalhe o Waldir correndo pelo trilho...

A torcida pela chegada do trem, infelizmente não era o trem de passageiros.










Após a parada do cadeado, esperamos por 40min a equipe do João, Elizandro e Junior chegarem. Decidimos então que precisávamos chegar o quanto antes ao final do percurso. Tínhamos tratado as 12h para o nosso "resgate" pelo pessoal de apoio da turma, é claro que já estávamos atrasados.
Para o nosso alívio, alguns falaram que era o percurso mais fácil e rápido até a estradinha, ledo engano, a chuva dos dias anteriores, dificultou todo o caminho e principalmente a última parte, forçando a desvios, muita lama, árvores caídas (inclusive uma caiu perto da equipe, fazendo com que o cuidado fosse ainda maior).





A Lucia falou para todos que não caiu, um flagrante registrando o moemnto q estava no chão, a imagem não mente...



O Gerson acabou se tornando o modelo do Olímpico,o garoto gosta de uma foto.






O Sandro se refrescando nas águas límpidas da serra e o Waldir registando tudo com sua bolsinha cor-de-rosa.













Marumbi, mais uma beleza que a natureza nos proporcionou..



Estradinha

 Chegamos com mais de 2h de atraso, já sabiamos que o pesoal do resgate e do ônibus estariam preocupados. Para nossa surpresa não tinha ninguém nos esperando na estrada,então dá-lhe pernas. Começou um descontentamento, a medida que andávamos acabamos descobrindo que carro de passeio algum chegaria ali, além do que a estrada não nos parecia familiar, sem contar uma "encruzilhada" com uma placa de Morretes que deixou  mais dúvidas. O Waldir com o Mauro e o Gerson que estavam na frente deixaram marcado o caminho com um par de tênis do Waldir, infelizmente não estávamos mais em condições de tirar fotos e esse momento não foi registado, bem como a chegada ao ponto de apoio do IAP, onde o pessoal estavam nos esperando. Com quase 8h de caminhada chegamos ao posto do IAP, achamos muito bem organizado, até foi solicitado a Toyota de resgaste buscar o João e os demais que estavam com ele porque com certeza não aguentaria mais 2km de estrada.

Dividimos a galera nos 3 carros de apoio que estavam nos esperando e fomos ao encontro das famílias e amigos no recanto do Valente. O churrasco já estava pronto, o chopp bombando, o pessoal um pouco chateado pela nossa demora, mas no final tudo deu certo.

Agradecemos a todos que colaboraram e participaram de alguma forma com a nossa equipe, orgulhosos pela grande confraternização e momentos inesquecíveis que tivemos.


O Lagarto que estávamos tentando descobrir se estava vivo ou morto.  A única foto tirada após o início da estradinha.







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